11 de março de 2008

PREPARAR A PÁSCOA


(desenho de alunos dos 5 anos)

Hoje mais do que nunca somos dominados pela ânsia de viver e tirar da vida o máximo de sumo. No entanto, na nossa existência pessoal passamos, muitas vezes, por situações de desespero, em que tudo parece perder o sentido. A morte de alguém querido, o desmoronar dos laços familiares, a traição de um amigo ou de alguém a quem amamos, a perda ou a enfermidade de um filho, a solidão, a falta de objectivos que nos lançam muitas vezes num vazio do qual não conseguimos facilmente sair.

Ver os telejornais ou ler os jornais é acompanhar a par e passo os dramas, sofrimentos, injustiças e violências, como se o mundo fosse um imenso campo de destruição e morte. No entanto, apesar do sofrimento que faz parte da condição de fragilidade em que vivemos, Deus está presente na história humana, criando vida e oferecendo a esperança aos homens.

Deus, através da sua Palavra, garante-nos que não estamos perdidos e abandonados à nossa impotência e finitude… Deus caminha ao nosso lado; em cada instante Ele lá está, dando vida à “morte” dando-nos a coragem de sair do sepulcro”.
Na história de Lázaro lida neste V domingo da Quaresma Jesus refere-se, também e sobretudo, aos mortos de coração e aos mortos espirituais.
Que fazer? Onde encontrar o remédio para tão grandes males? É preciso, como fizeram as irmãs de Lázaro, chamar, implorar a Jesus, porque só Ele pode curar e fazer ressuscitar os coração para a esperança.


Sugestões:

Leitura do Evangelho

5º Domingo da Quaresma Ano A
9 de Março de 2008


EVANGELHO – Jo 11,1-45

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João Naquele tempo, estava doente
certo homem, Lázaro de Botânica, aldeia de Marta e de Maria, sua irmã. Maria era aquela
que tinha ungido o Senhor com perfume e Lhe tinha enxugado os pés com os cabelos. Era
seu irmão Lázaro que estava doente. As irmãs mandaram então dizer a Jesus:
«Senhor, o teu amigo está doente». Ouvindo isto, Jesus disse:
«Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por ela seja glorificado o Filho do homem». Jesus era amigo de Marta, de sua irmã e de Lázaro. Entretanto, depois de ouvir dizer que ele estava doente, ficou ainda dois dias no local onde Se encontrava. Depois disse aos discípulos: «Vamos de novo para a Judeia». Os discípulos disseram-lhe: «Mestre, ainda há pouco os judeus procuravam a apedrejar-te e voltas para lá?» Jesus respondeu: «Não são doze as horas do dia?


Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo.
Mas se andar de noite, tropeça, porque não tem luz consigo». Dito isto, acrescentou: «O nosso amigo Lázaro dorme, mas Eu vou despertá-lo». Disseram então os discípulos: «Senhor, se dorme, está salvo». Jesus referia-se à morte de Lázaro, mas eles entenderam que falava do sono natural. Disse-lhes então Jesus abertamente: «Lázaro morreu; por vossa causa, alegro-me de não ter estado lá, para que acrediteis. Mas, vamos ter com ele». Tomé, chamado Dízimo, disse aos companheiros: «Vamos nós também, para morrermos com Ele». Ao chegar, Jesus encontrou o amigo sepultado havia quatro dias. Betânia distava de Jerusalém cerca de três quilómetros. Muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão. Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa.


Marta disse a Jesus: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá». Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará». Marta respondeu: «Eu sei que há-de ressuscitar na ressurreição, no último dia».
Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; E todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá. Acreditas nisto?» Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus,que havia de vir ao mundo». Dito isto, retirou-se e foi chamar Maria, a quem disse em segredo: «O Mestre está ali e manda-te chamar». Logo que ouviu isto, Maria levantou-se e foi ter com Jesus.
Jesus ainda não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar em que Marta viera ao seu encontro. Então os judeus que estavam com Maria em casa para lhe apresentar condolências, ao verem-na levantar-se e sair rapidamente, seguiram-na, pensando que se dirigia ao túmulo para chorar.


Quando chegou aonde estava Jesus, Maria, logo que O viu, caiu-lhe aos pés e disse-lhe: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido». Jesus, ao vê-la chorar, e vendo chorar também os judeus que vinham com ela, comoveu-se profundamente e perturbou-se. Depois perguntou: «Onde o pusestes?» Responderam-Lhe: «Vem ver, Senhor». E Jesus chorou. Diziam então os judeus:«Vede como era seu amigo». Mas alguns deles observaram: «Então Ele, que abriu os olhos ao cego,não podia também ter feito que este homem não morresse?» Entretanto, Jesus, intimamente comovido, chegou ao túmulo. Era uma gruta, com uma pedra posta à entrada. Disse Jesus: «Tirai a pedra». Respondeu Marta, irmã do morto: «Já cheira mal, Senhor, pois morreu há quatro dias». Disse Jesus: «Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus?» Tiraram então a pedra. Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse: «Pai, dou-te graças por Me teres ouvido. Eu bem sei que sempre Me ouves, mas falei assim por causa da multidão que nos cerca, para acreditarem que Tu Me enviaste». Dito isto, bradou com voz forte: «Lázaro, sai para fora». O morto saiu, de mãos e pés enfaixados com ligaduras e o rosto envolvido num sudário. Disse-lhes Jesus: «Desligai-o e deixai-o ir». Então muitos judeus, que tinham ido visitar Maria, ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n’Ele.